sexta-feira, 22 de maio de 2009


Ela poderia ser facilmente comparada a um sol. Era loura linda, brilhante, adorava experiências novas e emocionantes.

Deu conta dos estudos fundamentais, foi campeã estadual de tênias, no golfe atingiu a 1° categoria. Casou-se, teve as lutas comuns dos primeiros tempos, seu marido venceu profissionalmente e lá pelo meio dos tempos ela administrava uma mansão e um belo apartamento de praia. A vida continuou rolando e seu primeiro desgosto foi a perda de sua 3° filha, depois de grandes lutas para salvá-la. Todo mundo pode imaginar a ferida profunda que este fato acometeu uma mãe.
Ainda teve forças para ter uma nova filha e criar as três com desvelo e carinho. Contudo novas desilusões, doenças e desgostos chegaram sem piedade. Sempre tentando se aperfeiçoar para se sentir merecedora de atenção e carinho, mantinha a forma física de uma jovem. Creio que não foi bem sucedida em suas pretensões.
Então com seu espírito de conquista fez um curso completo de Direito. Acordava bem cedo para dar conta de seus afazeres e cumpria-os todos. Foi lamentável que não tivesse nenhum rudimento de espiritualidade. No meu entender, ela cansou de se esforçar para ser reconhecida e amada por um companheiro a sua altura.
Eu adorava esta sobrinha!!!
Senhor tende piedade desta alma bem intencionada e correta, dai a ela um lugar de luz e paz que não conseguiu nesta vida.
Amém.


Na 3° tentativa ela conseguiu seu intento e partiu desta vida. Sua filha, doente emocionalmente há anos fez o mesmo. Esta foi uma terrível desgraça que nos atingiu a todos, mas nada comparável ao estado em que está sua mãe, minha grande amiga que lamento profundamente esteja passando por este desgosto que certamente carregará até seu fim. Impotente diante de tão grave situação, da distância e idade avançada de ambas a única coisa que posso fazer é telefonar freqüentemente, mostrando meu carinho. Para ter o que falar, conto da nossa vida e às vezes consigo até fazê-la rir. Na maior parte do tempo choramos juntas com saudades do tempo em que como ela diz “A vida ainda estava arrumada”.

2 comentários:

  1. Com licença?
    Posso entrar?
    Bom receber visitas de novos amigos!Não é?
    O dia está lindo Ceu de brigadeiro com dizia meu Pai.
    E sabe do que mais, um lindo mês de maio prá voce, por aqui o inverno está chegando de mansinho.
    Com atenção, fui lendo seu post, e senti uma enorme narradora, detalhando a vida sentida de ser vivida.Mas fugindo a rotina sempre buscando alternativas, alterando a rotina.
    Parabens.
    O seu viver é um eterno aprendizado é maravilhoso poder deixar escrito nossas memorias, elas são os que nos resta em determinada fase de nossas vidas,e tirar delas o suco melhor para prosseguir. A alegria é necessario ser renovada e nossas vidas.Que a musica se espalhe pelos seus dias, e uma nova sintonia ecoe em seu coração. Paz e harmonia constante. Abraços
    SuellyMarquêz
    (Da proxima vez vamos tomar um cafezinho com pae de queijo)

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  2. Olá, Cordélia

    Você recebeu meu email? Mandei-o, acho que, na segunda-feira. Achei que lá poderíamos conversar com mais privacidade.

    Triste a história da Regina, que você narra aqui. É real, faz parte da vida.

    Desafio você a narrar no próximo post uma história de final feliz - de um filho, uma neta, ou sua mesmo. Faz bem pro coração!

    Um beijinho e um bom final de semana!

    Talita

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